Necessidades Educativas Especiais 2017/18 – DGEEC divulga inquérito ao Ensino Superior

A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou esta terça-feira, 26 de junho, os resultados do Inquérito às Instituições de Ensino Superior e respetivas Unidades Orgânicas sobre necessidades educativas especiais – 2017/18.

De acordo com o relatório agora divulgado:

  • 1644 alunos com necessidades educativas especiais estão inscritos em instituições de ensino superior;
  • diplomaram-se em 2016/17 303 estudantes com necessidades educativas especiais em estabelecimentos de ensino superior, 61% dos quais em licenciaturas;
  • 56,3% das instituições de ensino superior possuem regulamentação para alunos com necessidades educativas especiais;
  • existem Serviços de Apoio em 45,5% das instituições de ensino superior e em 50,1% das unidades orgânicas;
  • 98,5% das unidades orgânicas organizam transportes adaptados com regularidade para trajetos específicos ou em situações pontuais.

O Inquérito às Instituições de Ensino Superior e respetivas Unidades Orgânicas sobre necessidades educativas especiais – 2017/18 surge no âmbito do programa Inclusão para o Conhecimento, criado pela área governativa da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em articulação com a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Este programa tem como objetivos promover condições adequadas à inclusão de pessoas com necessidades especiais em termos de formação, desempenho de atividades docentes e de investigação, de participação ativa na vida académica, social, desportiva e cultural, e acesso geral ao conhecimento no contexto das Instituições de Ensino Superior e do Sistema Científico e Tecnológico Nacional.

Em consonância com o compromisso do XXI Governo para com a promoção da acessibilidade dos cidadãos com necessidades especiais ao ensino superior e ao conhecimento (estudantes, docentes e não docentes e investigadores), a área governativa da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em parceria com outras áreas governativas e diversas instituições, promoveu, para além deste inquérito, um conjunto de iniciativas:

  • criação do Grupo de Trabalho para as Necessidades Especiais na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (GT-NECTES) cujas recomendações integram o Plano Estratégico para as Necessidades Especiais em CTES, estando, algumas das recomendações a serem já implementadas;
  • lançamento do Balcão IncluIES no site da DGES, que passou a reunir num único sítio conteúdos sobre apoio à deficiência;
  • criação no ano letivo 2017/2018 da Bolsa de Estudo para Frequência do Ensino Superior de Estudantes com incapacidade igual ou superior a 60%, a qual foi atribuída a 486 estudantes num montante global superior a 660.000 euros;
  • alargamento do contingente especial para candidatos com deficiência física e sensorial no Concurso Nacional de Acesso 2018 (CNA), com aumento das vagas e extensão do contingente à segunda fase do CNA: 1.ª Fase do CNA – 4% de vagas para candidatos com deficiência física e sensorial, 2.ª Fase do CNA – 2% de vagas para candidatos com deficiência física e sensorial.

Referências

GTAEDES reúne-se para discutir BAES

O GTAEDES esteve reunido, no passado dia 8 de fevereiro de 2018, para analisar o futuro da BAES – Biblioteca Aberta do Ensino Superior. No essencial, foram três os temas em análise:

  • Que formatos digitais devem ser adotados pela BAES
  • Como catalogar os documentos da BAES
  • Qual a infra-estrutura que a BAES deve adotar

Nesta página vamos dar conta das apresentações e também da evolução dos temas referidos.

Apresentações

Formatos – reflexão

Trabalho exploratório

No caso dos Materiais Educativos parece ser hoje mais claro que é importante:

  • distinguir entre os formatos de armazenamento – chamemos-lhes MATRIZ DIGITAL – a serem utilizados pelos centros produtores de materiais e os formatos a distribuir pelos alunos – nem todos os alunos precisam dos mesmos media para aceder à informação;
  • que exista o conceito de MATRIZ DIGITAL e que esta possa ser utilizada não apenas para produzir materiais em formato digital adequados às necessidades dos utilizadores mas também para produzir materiais em formato não digital – apesar de vivermos num mundo crescentemente digital, com fantásticas tecnologias, nomeadamente tecnologias de apoio, temos a noção que estas têm insuficiências de função por resolver ou que se apresentam a preços exorbitantes face aos seus pares “tradicionais” não digitais. Na classificação de Negroponte, a geração que assistiu à passagem para o século XXI, se quiser privilegiar a função e manter-se nos justos limites do economicamente possível, ainda vai ter que cohabitar com o bit e com o átomo.
  • adotar formatos não proprietários, para os quais exista uma razoável proliferação de ferramentas (ferramentas de edição, ferramentas de conversão, ferramentas de leitura). Por exemplo, apesar de se saber que nos Estados Unidos eles têm um formato de arquivo – NIMAS – que parece só lhe faltar “tirar cafés” :-), na verdade ele revela-se-nos proprietário do Departamento de Educação Norte Americano. Não encontramos disponível na Internet ferramentas que qualquer um possa usar livremente – mas isto é mera constatação rápida, que pode ser alterada com um trabalho de exploração mais apurado nesta área. Perceção inversa temos com relação aos formatos HTML5 e ePub3. Eles afiguram-se-nos de utilização livre, com várias ferramentas disponíveis mas que, provavelmente, para responder afinadamente aos requisitos de acessibilidade precisam de desenvolvimentos (leia-se necessidade de investimento em horas de trabalho).

Nesta linha:

Algumas especificações a explorar:

Ferramentas de conversão de formatos

Ferramentas de edição

Ferramentas de leitura

Universidade de Évora lança CONTACONNOSCO

Lançado na sequência da publicação do estudo O Abandono Escolar no Ensino Superior – Estudo de Caso na Universidade de Évora, o Programa CONTACONNOSCO inclui um conjunto de ações que visam um acompanhamento mais próximo do percurso dos estudantes.

A questão do abandono escolar é multidimensional e transversal às várias Instituições de Ensino Superior, mas levanta desafios específicos em universidades localizadas no interior do país e/ou de menor dimensão, como a Universidade de Évora (UÉ). Nesta sequência foi realizado um estudo exaustivo, que decorreu durante um ano, por uma equipa pluridisciplinar de investigadores e técnicos da UÉ, para identificação das causas do Abandono Escolar na Universidade de Évora, de onde surgiram medidas orientadas para quatro domínios de intervenção principais: Escutar; Esclarecer; Aconselhar e Apoiar.

Para operacionalizar o Programa, a UÉ criou o endereço conta.connosco@uevora.pt, para onde os estudantes podem colocar as mais variadas questões e reportar de forma oficial as dificuldades sentidas no seu percurso académico, ficando os diferentes serviços da UÉ aptos a responder e atuar de forma mais célere e eficaz.

Neste âmbito, foi ainda lançado um ciclo de seminários temáticos CONTACONNOSCO, promovidos por docentes da UÉ, que decorrem de forma regular ao longo do ano letivo e que abordam temas relacionados com o desenvolvimento e obtenção de competências transversais.

Para o ano letivo 2016/2017 foi estabelecido um ciclo de Seminários CONTACONNOSCO que abordam temas como Planeamento, Organização e Gestão do Tempo; Autorregulação do Estudo e da Aprendizagem; Educação Financeira; Comportamentos de Risco e Hábitos de Vida Saudáveis; Pesquisa Bibliográfica e Apoio à Elaboração de Trabalhos Académicos e Preparação para o Mercado de Trabalho.